5 formas de prolongar a vida de um cabo de madeira

faca-danificadaAo contrário da maioria dos materiais sintéticos, a madeira tem propriedades muito diferentes que a torna muito atrativa, e simultaneamente sinónimo da necessidade de melhores tratos.

Um cabo em madeira tem a particularidade de se destacar pela sua elegância e valor acrescido pois cada cabo aparentará tonalidades e texturas diferentes. A madeira também contribui para o conforto na utilização da faca, não só por ser um material macio mas porque permite algum nível de customização. Por vezes, basta desbastar ou lixar determinadas áreas do cabo, para este assentar na perfeição na nossa mão.

Mas usar e/ou colecionar facas com cabo de madeira implica alguns cuidados se pretendemos estender a sua durabilidade. A madeira altera-se mediante as condições atmosféricas como a temperatura, exposição à luz, humidade, etc. Negligenciar algumas medidas de proteção poderá levar a que a madeira estale, lasque ou simplesmente perca a sua beleza que tanta distinção traz à faca.

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Classificados Grátis em Cutelaria

screenshot02Uma boa notícia para os aficcionados de cutelaria tática, militar, caça e afins. Surgiu há cerca de 15 dias um novo portal de classificados orientado exclusivamente para várias modalidades de desportos ditos de guerra (paintball, airsoft) mas com uma vertente muito forte para a temática outdoor e, claro, a cutelaria especializada.

O site chama-se Surplus.pt e tem como objetivo reunir uma população de utilizadores se gostos e tendências semelhantes, apelando muito à militaria e ao desporto ao ar livre que esteja relacionado com tiro.

No que respeita às facas/canivetes, a oferta ainda é curta mas promete crescer e embora existam alternativas mais generalistas (sites de leilões e classificados gerais) é sempre diferente apresentar o nosso produto a um público mais conhecedor e focado, mas que sobretudo aprecie o que se coloca à venda. Se também está à procura de algum modelo há algum tempo, insira um anúncio tipo “Procura-se” – quem sabe se a sorte não lhe bate à porta.

Experimente pois é totalmente gratuito, mais organizado que um simples fórum e é muito agradável de utilizar. O site ainda tem um sistema de alertas que o avisam quando novos negócios de facas e navalhas usadas e novas forem submetidos!

Um serviço altamente recomendado pelo Arma Branca e que vamos procurar seguir de perto em busca dos melhores negócios.

Legislação Espanhola sobre Armas Brancas

espana-navajaJá pensou que critérios para a aquisição e posse de facas, canivetes e outros dispositivos com lâminas existe do outro lado da fronteira? Sabe quais as diferenças em relação à legislação portuguesa e em que medida pode tirar partido disso? Com este artigo (primeiro de uma série) procuro expor e resumir essas mesmas divergências.

Espanha é um país com uma tradição em cutelaria muito forte. Com epicentro em Albacete, a devoção à lâmina abrange não só uma dimensão artesanal, mas deu origem à criação de marcas nacionais fortes tais como a Muela, Aitor (grupo Pielcu), Joker, Nieto e Andujar assim como permite o crescimento de empresas de importação e exportação multi-marca tal como a reconhecida Albainox. A presença destes peculiares objectos (especialmente em termos de variedade e quantidade) em lojas espanholas é muito mais forte do que no comércio português. Basta parar na primeira estação de serviço em território vizinho e somos confrontados com vários “altares” do culto da faca de bolso e navalha utilitária.

Dada esta importância económica e cultura, a lei espanhola assume uma postura permissiva, mas reúne também um conjunto de medidas condicionantes a ter em conta.

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Lâminas sintéticas: legais ou ilegais?

Já vai algum tempo desde que a Cold Steel introduziu no mercado a série de cutelaria de lâmina sintética denominada Nightshade FGX. A particularidade destas peças de lâmina fixa é a de serem 100% livres de metal. As vantagens (e desvantagens) nascem todas a partir desta característica.

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O material que compõe a parte rígida da faca (geralmente a lâmina e o esporão) denomina-se Griv-Ex (antigamente chamado de Grivory) e é um polímero plástico de última geração fortalecido com fibra de vidro (similar ao FRN da Spyderco). Ao contrário do Kydex (usado geralmente para baínhas e coldres), o Grivory é menos maleável, tornando-o um candidato ideal para a construção de superfícies cortantes ou perfurantes, sem risco de dobrar, estilhaçar ou detiorar-se rapidamente com um uso mais agressivo. Mas especialmente em relação a este último ponto, as coisas não são bem como o fabricante anuncia.

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Alterações à lei das armas desde 2006

Serve este artigo para indicar que tipo de alterações foram introduzidas à lei das armas Portuguesa, que de forma explícita influenciam a forma como nós, vulgares utilizadores e colecionadores de cutelaria variada, devemos adaptar o nosso comportamento. Lembro que desde a lei 5/2006, existiram duas alterações significativas: 17/2009 e 12/2011. Embora a de 2011 não tenha surtido nenhum impacto no que concerne a cutelaria e as armas brancas, em 2009 a alteração introduziu alguns pontos importantes.

Há uns anos atrás, um leitor do blog contactou-me e relatou um acontecimento que presenciou na barra do tribunal, referente ao porte dos canivetes ponto e mola. Se a memória não me falha, o caso apontava para a absolvição e devolução do dispositivo de corte por ordem do tribunal ao arguido, pelo facto deste não ter um comprimento de lâmina igual ou superior a 10 cm. Aos olhos do juiz, a lei 5/2006 (PDF) não era explícita se a classificação de “armas brancas” estava ou não sujeita ao comprimento da lâmina. Algo que aqui no blog, já se tinha avisado que “aos olhos do legislador” as duas coisas eram independentes e uma não anulava a outra.

Talvez por este episódio (um de muitos, certamente) a revisão à lei das armas em 2009 (denominada Lei 17) trouxe, essencialmente, mais clareza em relação a este aspeto, tal como se demonstra na seguinte análise:

Artigo 2º – Definições Legais

m) ‘Arma branca’ todo o objecto ou instrumento portátil dotado de uma lâmina ou outra superfície cortante, perfurante, ou corto -contundente, de comprimento igual ou superior a 10 cm e, independentemente das suas dimensões, as facas borboleta, as facas de abertura automática ou de ponta e mola, as facas de arremesso, os estiletes com lâmina ou haste e todos os objectos destinados a lançar lâminas, flechas ou virotões;

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Imprimindo armas?

soap-knucklesUm dos mercados emergentes mais promissores do mundo tecnológico pertence ao domínio das impressoras 3d. Estes (ainda) dispendiosos periféricos são capazes de criar objetos sólidos com base numa matéria sintética moldável ou pelo desbaste de blocos sólidos de polímero. Desde peças sobresselentes a ferramentas, passando por objetos decorativos e bijuteria, este tipo de atividade será certamente algo comum daqui a poucos anos.

Mas entre os afortunados a já disporem deste tipo de tecnologia, está a surgir a tendência de produzir armas brancas. A última reportagem avançada pelo artigo “3D Printers: Make Whatever You Want” da Business Week sugere que para além de anéis e pulseiras, as soqueiras (embora plásticas) estão na moda e ao alcance de qualquer um.

Não é que a notícia adiante nada de extraordinário (afinal, os berbequins já existem há muitos anos entre nós), mas não deixa de destapar um cenário menos positivo no propósito destas futuras “indústrias de vão de escada” onde a imaginação (ou a estupidez) é, efetivamente, o limite.

Fonte: BusinessWeek

Negra, Fosca ou Polida

No seguimento de uma sondagem activa aqui no Armabranca.com, trazemos para a frente um dos temas que mais tendência causa nos admiradores de facas e canivetes, onde cada um manifesta a sua preferência por diferentes razões. Falamos do acabamento final da lâmina. Embora não sejam as únicas opções disponíveis, a generalidade dos fabricantes coloca ao dispor do consumidor artigos de lâmina preta, fosco (ou escovado) ou polido. Aqui vamos procurar analisar os pontos fortes e fracos de cada um:

black_bladeAcabamento Negro

As lâminas pretas não são em vão associadas à utilização militar de facas e canivetes. O processo de pintura ou anodizagem do aço com pigmento preto é um procedimento comum em facas destinadas a uma utilização especial. O negro reduz a capacidade de reflexão da lâmina ao seu mínimo, evitando assim que o operador não seja denunciado pelo flash de uma lâmina polida. Mais no domínio da utilização quotidiada, as lâminas pretas marcam a diferença pelo estilo. O acabamento negro, especialmente os que contém na sua composição Nitrato de Titânio, ajudam à protecção do aço contra corrosão, contudo é uma lâmina mais difícil de manter imaculada especialmente se for uma peça usada em trabalho. Adicionalmente, enquanto novas, as lâminas tendem a largar pigmento e a sujar mãos e roupa – recomenda-se um desgaste inicial ligeiro para prevenir situações indesejadas. Em determinados contextos uma lâmina preta pode intimidar mais do que uma lâmina comum.

satin_bladeAcabamento Fosco

Com um nível intermédio de anti-reflexo, não ostentam tanto “peso” quanto as lâminas negras. São igualmente difíceis de serem mantidas como novas mas se forem bem estimadas são lâminas lindíssimas e contribuem de forma decisiva para o aparato visual da faca. Menos intimidantes que a lâmina preta e, considerada por alguns, uma escolha mais selecta. Este efeito é geralmente conseguido mediante um banho de ácido antes da afiação, o que se traduz num custo acrescido.

polish_bladeAcabamento Polido

Capaz de reflectir luz com facilidade, uma lâmina polida pode ser uma grande vantagem para fins de sinalização em termos de sobrevivência. Como não tem tratamento aplicado, o bom estado da lâmina dura muito mais tempo mesmo depois de afiar o gume – mais fácil na manutenção. Torna a faca mais barata e num canivete comum não se torna num elemento tão constrangedor para terceiros como uma lâmina preta – é mais comum logo é mais aceite. Contudo, ao nível de combate, está provado que uma lâmina brilhante tende a intimidar mais o adversário.

Mas mesmo vistas as diferenças, existe algo que prevalece sobre todas elas: o gosto pessoal. Siga o que o seu coração pede e ficará, por certo, satisfeito.

Böker Plus CLB Kerambit

boker_kerambitA CLB Kerambit, um canivete extrovertido e inovador é uma das criações de Chad Los Banos, um designer Haitiano ao serviço da Böker. Na realidade este modelo pertence à divisão Böker Plus, que reúne os modelos orientados para a componente táctica ao mesmo tempo que sugere novas tendências e conceitos em cutelaria funcional.

A Kerambit da Böker remete de imediato para um tipo de faca em particular: a Karambit. Estas facas distinguem-se pela sua forma curvilínea, lâmina em formato bico-de-falcão (hawkbill) e um anel na ponta do cabo que possibilita a execução de movimentos de ataque e auto-defesa presentes um ramos de disciplinas de artes marciais com inspiração Filipina ou Indonésia. Na realidade, uma Kerambit é, na sua origem, derivada das comuns foices de agricultor.

Esta Karambit difere das mais comuns por não ter dois gumes na lâmina (apenas tem o gume interior). E isto deve-se ao facto deste exemplar ser do tipo canivete e permitir assim que a lâmina possa ser rebatida para o interior do cabo. O anel para além da funcionalidade já mencionada, é um prático mosquetão que possibilita prender a faca a uma presilha, por exemplo. Mas é o design que realmente salta à vista e faz desta peça verdadeiramente extraordinária e diferente.

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A Anatomia da Faca

Toda a gente sabe o que é um gume ou o que é uma lâmina mas existem sempre dúvidas relativamente aos nomes de outras partes de uma faca ou canivete. Serve este artigo para trazer alguma luz ao assunto mas salvaguardando, antes de mais, duas coisas: em primeiro nem todas as partes poderão estar aqui descritas; em segundo os nomes atribuídos poderão ser outros uma vez que não existe um consenso generalizado ou publicado sobre a anatomia das facas e é natural que o leitor poderá encontrar nomes diferentes (estes, contudo, são perfeitamente válidos).

Uma faca é composta por duas secções fundamentais: a lâmina e o punho. Mesmo em facas que não têm revestimento no punho (por exemplo a CRKT NECK), não quer dizer que não o tenham pois a função sobrepõe-se à fisionomia do objecto. Seguem-se dois diagrama que ilustram as partes destes dois grupos, incluindo as suas traduções para inglês:

A Lâmina

anatomia_lamina

  1. Ponta (point): Parte fundamental e posterior da lâmina que se destina a perfurar e onde geralmente convergem as linhas de desbaste do gume.
  2. Fio de Corte ou Gume (edge): Parte afiada destinada ao corte. Resulta do processo de desbaste da lâmina num ou em ambos os lados da folha de metal.
  3. Plano de Desbaste ou Bisel (grind ou bevel): Área que vai desde o dorso até ao fio de forma progressiva e que é determinante quanto à resistência da lâmina e ao seu poder de corte.
  4. Ricasso (ricasso): Área anterior da lâmina (geralmente junto à guarda do punho) que mantém a espessura original e confere uma resistência extra à lâmina assim como funciona de segurança.
  5. Espigão (tang): Parte da lâmina que percorre parte ou a totalidade do punho. Serve como união entre a lâmina e o cabo.
  6. Fio Falso (false edge): Resulta da convergência de um segundo desbaste e embora pareça, não corta. Serve apenas como auxiliar de penetração.
  7. Espinha ou Dorso (back ou spine): Parte mais larga da lâmina e que garante a resistência da mesma. Chama-se espinha especialmente quando se encontra no centro de uma lâmina de dois fios (como numa adaga).
  8. Mosca (fuller): Reentrância longitudinal na lâmina que tem vários propósitos incluindo o de retirar peso à faca e de facilitar o retirar da faca caso esta penetre na totalidade (evita a geração de vácuo).

anatomia_punhoO Punho

  1. Guarda (guard): Protege a mão do utilizador de deslizar para a lâmina, possibilitando que este exerça mais força no acto.
  2. Cabo (grip): Parte fundamental cuja ergonomia proporciona um manuseio confortável e prático da faca.
  3. Furo de Atilho (lanyard hole): Destinado a prender um atilho ou corrente que facilite o acesso à faca ou permitindo que esta possa ser pendurada.
  4. Cravo (nail): Taco metálico facultativo que faz a união entre o punho e o espigão.
  5. Pomo (butt ou pummel): Parte mais anterior da faca. Pode destinar-se a fixar o espigão ou simplesmente a consistir em mais um factor ergonómico. Alguns pomos têm características funcionais como em facas de combate e podem servir de martelo ou quebra-vidros em facas de sobrevivência.

Marca: Fällkniven

Um dos mais aclamados fabricantes de facas para caça, sobrevivência e bushcraft provém da Suécia, na península escandinava. A Fällkniven é um sinónimo de qualidade mas sobretudo de durabilidade graças ao emprego de materiais de alta resistência e uma aprefeiçoada técnica de fabrico acumulada em mais de 25 anos.

fallkniven-logo

De facto foi em 1984 que a empresa foi fundada mas o seu objecto social era apenas o de importação e comércio de cutelaria. Foi em 1987 que iniciaram a produção dos seus primeiros modelos que desde cedo cativaram os entusiastas da caça e práticas de sobrevivência, definindo gradualmente conceitos de facas que se tornaram verdadeiros standards.

Fällkniven é uma palavra composta sueca que significa “canivete” ou “faca dobrável” para ser mais literal. Lê-se Fal-que-nei-ven e apresenta-se geralmente num logótipo oval ilustrado com uma versão da sua mais famosa faca: a Fällkniven A1. Embora o fabrico dos primeiros modelos fosse realizado em Solingen, na Alemanha, actualmente todas as facas são fabricadas no Japão, muito devido à mudança dos aços utilizados para fabricar os variados modelos da marca.

Os materiais utilizados nas lâminas são basicamente o VG-10 e o 3G. Este último é considerado pelos responsáveis da marca como o melhor aço do mundo. O VG-10 é uma liga de extraordinárias capacidades, muito mais barato que o 3G, e equipa o segmento base de praticamente todas as facas desta marca. Encaremos as versões com lâmina em 3G como de luxo ou de uso para além de extremo.

As facas militares A1 (em duas tonalidades de lâmina) e versão negra da F1

As facas militares A1 (em duas tonalidades de lâmina) e versão negra da F1

Em 1995 a Fällkniven F1 foi testada, aprovada e adoptada pelos pilotos da força aérea sueca e é hoje a sua faca de sobrevivência oficial. Paralelamente, no segmento da caça, a Fällkniven H1 é considerada uma das melhores facas que um caçador pode ter neste segmento de preço. Em 2000, os modelos F1 Black e S1 Black foram, com sucesso, aprovadas também pelos pilotos da força aérea e marinha Americana.

Links externos:

Fonte: Wikipedia e Site oficial

Aviso Legal

O Blog ArmaBranca.com não advoga, sob qualquer circunstância, praticas de violência, atentados à liberdade ou integridade física, nem a utilização de peças de cutelaria para fins destrutivos ou ilegais. Este blog tem como alvo o coleccionismo e a utilização de facas/canivetes para fins desportivos ou profissionais. Para saber mais sobre o conceito de arma branca, recomendamos a leitura do Regime Jurídico aplicado às Armas Brancas.